segunda-feira, 4 de junho de 2012

SE DEUS QUIZER

SE DEUS QUISER

I Tm. 4:16  Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.


Na semana, que antecedia a inauguração da Comunidade Evangélica Vida, recebi um ministro do “movimento da Fé” um desses grandes, quase “professor de Deus”, este me perguntou: Pastor Quando vai ser a inauguração da igreja?, eu o respondi: Se Deus quiser, no dia primeiro, logo de imediato veio a risada do alto conhecimento e da autossuficiência baseada nos poucos anos de estudos, que para tais substitui todo o tempo de vivencia no evangelho; Tomei um susto, porque pensava que tinha blasfemado contra o Espirito de Deus; Daí perguntei, falei algo de errado, irmão? Ele respondeu, é que, Se Deus quiser é incredulidade! porque Deus quer. O mesmo estava textualizando uma narrativa de Paulo aos II Co. 1:20  Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós; Minha maior preocupação com tais, bem como os que os ouvem, é a textualização sem contextualização, tornando fútil e superficial o ensino (aparentemente) bíblico.

Natal nas últimas duas décadas, tem sido sacudida por novas doutrinas e ensinamentos superficiais, internacionalizados, baseados em chavões e experiências humanamente vividas e ensinadas como doutrina. Tais ensinos têm levado muitos ao abandono das coisas substanciais (Fé convicção), ocasionando a apostasia (Fé oscilante).

A oferta de um evangelho fácil, prático, imediatista, onde não se precisa fazer nada porque Cristo já fez tudo e outras ofertas, tem se tornado a marca “evangelho” dos últimos dias.

Ao retornar para Jerusalém por revelação do Espirito Santo, Paulo deixa bem claro das dificuldades que iriam enfrentar em face do seu desejo ardente de fazer Jesus conhecido por muitos, ao encerrar parte de sua tarefa, ele (Paulo) se despediu dos seus irmãos dizendo: At. 18:21  ...mas querendo Deus, outra vez voltarei a vós. E partiu de Éfeso.  Preste atenção! Os irmãos, depois de saberem que Paulo iria de fato para Jerusalém, rogaram a Paulo para que ele não fosse então Paulo lhes disse: At. 21:14 E, como não podíamos convencê-lo, nos aquietamos, dizendo: Faça-se a vontade do Senhor.
O escritor do livro de Hebreu dá o seguinte testemunho sobre a vontade soberana do Senhor: Hb. 6:3 E isto faremos, se Deus o permitir. O nosso irmão Tiago ao ver o povo apresentando os seus projetos meramente humanos, que consistiam em viagens, contratos e ganhos, ele exorta este povo dizendo.  Tg. 4:15 Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.
A expressão usual e testamentária Se Deus quiser, não estar inerente ao ato, ou aos atos de incredulidades, mas remete a confiança total naquele que tem poder absoluto. E o que dizer Daquele (Cristo), que estava com Deus desde o principio, quando Ele disse: ...seja feita a tua vontade, e não a minha.
Esta expressão é o mais profundo exemplo, de alguém crédulo, dependente e submisso à vontade do Pai; Quando alguém põe em seu vocábulo usual a expressão “se Deus quiser”, é que este alguém compreende, respeita e vive de fato a vontade de Deus.
Portanto, amado não se preocupe com o que dizem acerca de você pelo fato de você usar esta expressão; Lembre-se que a Palavra de Deus, não contem “chavões” pois ela é espirito e vida, deixe os chavões para os que se alimentam das fraquezas descontextualizadas, fique o que a palavra diz a seu respeito; “cacoetes” não salvam, não edificam, não trazem crescimento espiritual,  nem te acrescenta nada a tua fé, seja daqueles que vivem a Palavra.
Pr. Eliezer Neves – Sempre pastoreando

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