Introdução: Certa
vez uma ovelha me abordou com as seguintes perguntas: Pastor, porque é
que o senhor pastor fala pouco na frente das pessoas? E porque o senhor
tem uma vida tão isolada? É simples a resposta! É, que quando entendemos
a beleza da responsabilidade de nosso chamado e vocação, entendemos
também, que a expressão
“tardio no falar e longânimo no ouvir” é a base para manter o ministério em equilíbrio. Nem todos entendem
– Afigura de um pastor, ainda continua sendo para muitos uma vida
cercada de mistérios, por exemplo: Quando o pastor é alegre, muitos
dizem que ele gaiato; Quando o pastor é fechado, muitos dizem que ele é
antissocial; Quando o pastor anda com os jovens, muitos dizem que ele só
quer ser menino; Quando o pastor anda com os idosos, muitos dizem que
ele é arcaico e antiquado. Perdendo para ganhar – Um pastor
vocacionado, sabe que o muito falar atrapalha e pode até destruir vidas
ou uma igreja por completo. Não é justo, que um vocacionado sente-se com
um membro de sua igreja e conte-o todas as suas dificuldades,
decepções, dessabores e que este membro ouça tais confissões e não
esteja preparado para ouvi-las? Por isso se faz necessário, que todo
vocacionado resignam-se, renunciem para que o rebanho possa ganhar e
crescer. Quem muito aparece – Vivemos um período onde a palavra “Chamado” anda em evidencia no cenário eclesial, Tais “chamados”
se expõem de forma prematura em todos os sentidos, pensando esta
agradando e na mesma proporção que agradam, fragilizam-se no tempo mais
rápido do que se pensa. O aparecer sem base (maturidade) compromete a
idoneidade de um vocacionado. Desaparecendo para aparecer – É de
bom alvitre, que todo vocacionado tenha como holofote o lugar mais
simples, para que este aparente desaparecimento, sirva-lhe de motivo
para uma vida resignada em Deus; Na hora em que desaparecemos, temos
mais tempo para aparecermos em nossa casa, cuidar dos nossos filhos e
netos, bem como da nossa saúde, e das coisas domésticas, que deixamos
para traz por causa dos holofotes chamados de evidencia eclesial. Sabe aquela frase que diz? “Que eu desapareça e que Cristo cresça”
todo vocacionado dever ter esta frase como lema sabendo, que a loucura
da concorrência ministerial, a nova metodologia eclesial explicitada na
igreja da pós-modernidade, que exige que todo “pastor” deve ser
habilidoso, carismático, rápido, e que estes atributos exigênciais tem
gerado aparentes resultados, fazendo, que muitos comprem a ideia,
ficando estes reféns do que lhes é exigido pela competitividade. Resignação –
Vocacionado que renuncia as próprias vontades é porque quer ganhar a
vida de Deus, que se resume em piedade. Logicamente que se todo
vocacionado pudesse falar o que sabe e o que tem vontade, talvez fosse
um alivio para a própria alma sofrida e desgastada pela labuta dos
muitos anos de serviços prestados a obra do Senhor. Estar em silencio
– O silencio é uma arma poderosa que deixa o diabo completamente
enlouquecido, o silencio ajuda-nos a meditar para estar como uma seta
afiada na mão valente, atingindo o alvo certo. Nunca se esqueça -
que a sabedoria e a prudência andam juntas são primas irmãs, e que todo
vocacionado, tem vida resignada, vida de renuncia, vida de silencio,
vida guardada dento si; O verdadeiro vocacionado não fala tudo o que ver
e o que sabe. Conclusão: “Se falar tudo o que se sabe, falar tudo o que se ver, fizesse o reino de Deus crescer, as igrejas estaria cheias” Há tempo pra tudo...
Pr. Eliézer Neves – Sempre pastoreando






Nenhum comentário:
Postar um comentário